No dicionário de quem ama futebol, “Juventude” pode significar ambição, esperança e impulso. Na noite de quarta-feira, 20 de agosto de 2025, o Esporte Clube Juventude mostrou em campo o peso desse conceito. Jogando em Caxias do Sul, a equipe venceu o Vasco por 2 a 0, em duelo atrasado da 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. E não demorou para o placar ser construído. Ainda no primeiro minuto, Nenê abriu a contagem em cobrança de pênalti. Logo depois, aos 15, Gabriel Taliari ampliou. O jogo já estava decidido antes mesmo de ganhar ritmo.
Passividade
Definição: (substantivo) Estado de quem permanece inerte diante de um acontecimento, sem reagir ou assumir protagonismo.
O Vasco demonstrou exatamente isso: passividade. Mesmo com mais posse de bola, principalmente no primeiro tempo, a equipe não conseguiu transformar o domínio em perigo real. O time rodou a bola, cruzou de forma previsível e falhou em criar. Enquanto isso, o Juventude foi direto e objetivo. Assim, aproveitou as falhas e marcou cedo.
Além disso, o comportamento vascaíno transmitiu uma sensação clara de conformismo. O time parecia aceitar o enredo do jogo sem lutar. A defesa falhou na recomposição, o meio-campo se mostrou lento, e o ataque ficou sem soluções. Ou seja, o Vasco assistiu ao rival jogar. E essa postura acabou custando caro.
Intensidade
Definição: (substantivo) Energia, ritmo e determinação colocados em uma ação ou em um desafio.
Ao Vasco faltou justamente isso: intensidade. O time carioca entrou em campo sem a força exigida por uma disputa direta contra um rival que briga para escapar da parte de baixo da tabela. Depois de golear o Santos por 6 a 0, o torcedor esperava repetição de postura vibrante. No entanto, viu um time moroso, sem transição rápida e com pouca agressividade.
As substituições de Fernando Diniz no segundo tempo não ajudaram. Pelo contrário. O treinador lançou três atacantes ao mesmo tempo, mas desorganizou a equipe. O resultado foi ainda mais posse sem efetividade. Assim, o Juventude continuou controlando o jogo com facilidade.
Enquanto o Vasco se arrastava, o Juventude correu mais, marcou mais forte e mostrou maior concentração. Dessa forma, construiu uma vitória segura. A diferença de intensidade ficou evidente em cada dividida, em cada bola longa e em cada contra-ataque.
Fé
Definição: (substantivo) Confiança firme, esperança resistente, crença em dias melhores mesmo diante das dificuldades.
Agora, é esse o sentimento que sobra ao torcedor vascaíno: fé. O time segue na beira da zona de rebaixamento, com 19 pontos. O Juventude, com a vitória, chegou a 18 e encostou. Portanto, a luta pela permanência ficou ainda mais acirrada.
Para o Vasco, a fé precisa vir acompanhada de atitude. A torcida deve acreditar, mas o elenco tem que reagir. Ainda há rodadas pela frente. Ainda há tempo para corrigir falhas. Mas o campeonato não perdoa equipes acomodadas. Sem entrega e intensidade, a tradição não basta.
O torcedor precisa acreditar que o time vai reagir. Precisa confiar que novos pontos virão. Precisa manter o apoio, mesmo com atuações ruins. Porque a fé, em muitos momentos, é o elo mais forte entre arquibancada e campo.
Conclusão opinativa
O triunfo do Juventude é mais do que um simples resultado. Representa como urgência e atitude podem mudar o rumo de uma campanha. Já a derrota do Vasco expôs o oposto: a passividade de quem não reage e a falta de intensidade de quem parece não compreender a gravidade da situação.
Em resumo, o jogo deixou três lições. Primeiro, que o futebol não tolera postura inerte. Segundo, que intensidade é decisiva para transformar posse em resultado. E terceiro, que, sem fé, uma equipe não encontra forças para superar momentos de crise.
Assim, se o Vasco quiser permanecer na Série A, precisará olhar para o próprio dicionário. Deverá riscar a palavra passividade. Terá de escrever intensidade com letras maiúsculas. E, sobretudo, terá que acreditar até o fim.